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sábado, outubro 31, 2009

O Liceu de Oeiras no 'nós por cá'



Sob o título Sol ou sombra? Requalificação da Escola Secundária de Oeiras arranca todas as árvores, o programa nós por cá da SIC apresentou em 27-10-2009 a reportagem que efectuou referente ao abate de árvores no Liceu de Oeiras, assunto que abordámos em 28-09-2009
aqui, em 03-10-2009 aqui e em 17-10-2009 aqui.

Regressamos hoje ao tema para disponibilizar a quem não teve oportunidade de a ver, a mencionada reportagem do nós por cá:


fotografia: 19-02-1988 © josé antónio • comunicação visual

sábado, outubro 17, 2009

Liceu de Oeiras - opinião duma leitora


Na sequência da nossa peça atentado terrorista de lesa-património natural e paisagístico, que em 30-09-2009 publicámos aqui, recebemos via email com pedido de publicação o seguinte texto:


Qualquer projecto de reabilitação urbana deve analisar os valores patrimoniais do objecto de intervenção, identificar os elementos que o caracterizam, que fazem parte da sua história e da sua identidade para os preservar e valorizar. O património natural de uma instituição não tem menos valor que o património construído. Um e outro, definem um todo, que contribui para a identidade da instituição e para a riqueza de uma região.


Qualquer projecto de reabilitação que não respeite isto é gratuito, é um projecto insensível que não respeita os utentes, nem a história do objecto a intervencionar, pelo que será sempre uma forma agressiva de intervenção. O espaço habitável não é propriedade do seu criador, nem do reabilitador, ele é público. Arrasar o existente, neste caso o património natural da antigo Liceu de Oeiras, hoje E. S. Sebastião e Silva de forma indiscriminada, para reconstruir novo, por decisão unilateral das forças do poder, além de ser uma atitude agressiva, abusiva, é um atentado ecológico sobre uma zona verde, com uma escala muito considerável, dada pelos anos e pela variedade das espécies de muitas árvores, a qual dava uma envolvência e uma climatização especial a quem fruia o seu espaço interior e exterior.


Qualquer razão que pretenda dar predominância a um determinado tipo de arborização, (vegetação mediterrânica, segundo informação obtida) será válida, mas essa opção teria sempre que respeitar os exemplares magníficos que faziam parte da identidade da Escola e que professores e funcionários ensinaram a preservar. A escola ensina, entre muitas coisas, a preservar o património, entendido este em sentido lato. A lição, que os alunos tirarão deste atentado ecológico, é que basta ter poder, para atentar contra o esse mesmo património.

Onde está a cidadania na atitude de arrasar a zona verde da Escola?


Por outro lado a sociedade portuguesa é e sempre foi multicultural, a própria fauna e a flora das várias regiões foi-se enriquecendo com a variedade de espécies que foram levadas de umas regiões, de onde eram naturais, para outras. Então porquê acabar com essa riqueza de exemplares de várias espécies do património natural da Escola, onde exactamente, por ser escola, a variedade de espécies deveria ser assumida como um atributo valorativo do património natural. Se a escola é multicultural, porquê uniformizar a vegetação com o sacríficio de várias espécies. A lição que o cidadão deve tirar deste abate das árvores, é que, para as forças do poder, uniformizar é um objectivo que justifica o crime ecológico, que feriu a identidade e o valor patrimonial da Escola.


Claro que, também não se pode deixar de pensar, que o abate, o corte, o transporte, a compra e a plantação de novas unidades é uma dinâmica que economicamente interessará a muitos. Mas recuso aceitar que o interesse económico prevaleça sobre o valor ecológico e o valor patrimonial da Escola.

Como cidadã e como professora, que fui da Sebastião e Silva, deixo aqui a minha indignação.

Helena Gonçalves


nota: As linhas brancas são da nossa responsabilidade para facilitar a leitura.


sábado, outubro 03, 2009

da caixa de comentários


Este comentário foi colocado na peça imediatamente abaixo desta, intitulada "atentado terrorista de lesa-património natural e paisagístico". Pela sua importância decidimos dar-lhe mais visibilidade.

As entrelinhas em branco são da nossa responsabilidade, para facilitar a leitura:


"É com prazer que reconheço as fotos que consegui tirar com o telemóvel quando aquele acto de vandalismo estava a ser concretizado. Na sequência redigi com uma amiga o texto do abaixo assinado que numa semana recolheu mais de 300 assinaturas e que entreguei em mão no minstério da educação e na Parque Escolar.O tempo era curto e as pessoas envolvidas no protesto, muitas delas a trabalhar no liceu de Oeiras sentiram da parte da direcção da escola hostilidade que podia levar a intimidação pelo facto de se sentirem indignadas e solicitarem explicações.Só espero que contribua para a divulgação da "ocorrência"que infelizmente é mais uma das muitas que cada vez mais sucedem pelo país fora e com o maior dos despudores e que infelizmente só se conseguem travar quando divulgadas nos media, já que podem por em risco resultados eleitorais, negócios e "empregos".


O caso do liceu de Oeiras parece envolver inúmeros interesses, sendo os mais notórios, os dos poderes nacionais e locais -apresentar obra feita em propaganda eleitoral- e os da Empresa Parque Escolar, que teve carta branca do governo para gerir verbas astronómicas de fundos europeus, libertadas para o governo pelo banco central europeu.


Com elas se decidiu requalificar os edifícios das escolas portuguesas, objectivo que o governo definiu como prioritário para a melhoria da educação pública.

A Parque Escolar tratou de enunciar como estratégia um conjunto de requisitos que passaram a essenciais para os muito repetidos "desafios do futuro ", onde estará sempre presente, qual divindade da nova era, o mundo digital.


Mas não só. Déspotas esclarecidos pretendem dotar JÁ e talvez julgando que para a eternidade as escolas com espaços projectados de propósito par albergar um tipo de ensino, de curriculos, de conteúdos e de metodologias. Não se verificou no entanto em paralelo nenhuma tentativa de estudo sério dos programas nem das estruturas curriculares, continuando o ensino secundário em Portugal a produzir alegremente gerações de analfabetos e de seres humanos incapazes de ler, racicionar, questionar e decidir.E uma reforma do ensino que custa milhões de euros gastos em operações de cosmética e de propaganda.


Nessa operação concertada vários interesses avançam: as empresas de construção e venda de equipamentos contratadas por ajuste directo, os interesses locais nos futuros in vestimentos que poderão valorizar o solo e o edificado, para o aumento das receitas nos impostos. Em simultâneo a ignorância científica e a cada vez maior iliteracia da população, é justificada com a má qualidade dos professores que interessa castigar, até porque a população aplaude.


Reina portanto o pato bravismo e o novo riquismo no país e na educação.

No caso das obras no liceu de Oeiras, a "requalificação da escola" teve requintes. Considerou a Parque Escolar e o ministério, essencial para essa requalificação, a tábua rasa sobre a memória. Pretende-se talvez um cidadão novo acéptico e pouco pensante, onde não terão lugar quaisquer préexistências.


Para esse fim julgou decerto politicamente incorrectos os jardins do liceu onde a imponência de muitas das árvores que com o passar dos anos conferiram dignidade aos espaços exteriores e definiam uma forte identidade ao lugar onde todos sentiam uma sensação de pertença.

Tratou-se portanto de uma intervenção (des)educativa regime: as àrvores cortadas são a metáfora do abate dos valores que justificam a época onde, sem ideologia, a sociedade se vai afndando em fundamentalismos fanáticos."


segunda-feira, setembro 28, 2009

atentado terrorista de lesa-património natural e paisagístico



Um sinistro 'atentado terrorista', de contornos quasi kafkianos, foi e continua a ser perpetrado por energúmenos - que outra coisa lhes poderei chamar?! - que se auto-denominam arquitectos e engenheiros na Escola Secundária Sebastião e Silva - o antigo e nosso mui estimado e amado Liceu de Oeiras!

Sim, esse, o das grandes e belas recordações da nossa adolescência. Das nossas ambições, dos nossos êxitos e fracassos, dos nossos sonhos, do nosso experimentar e testar as pessoas, a vida e o mundo, dos nossos namoricos efémeros, da nossa vida enfim.



Inaugurado em 18 de Outubro de 1952, este estabelecimento de ensino, de grandes tradições, era até há poucos dias, um dos melhores exemplares da arquitectura de Estado Novo para esta tipologia de edifícios.


Ao longo dos seus 57 anos de existência, poucas ou nenhumas foram as alterações que lhe fizeram na traça original, pelo que qualquer estudante de arquitectura ou história o podia utilizar como modelo de arquitectura da mencionada tipologia.

A maioria das alterações passaram apenas por construção, efémera, de pré-fabricados e pequenos acrescentos nos pátios exteriores.


O triste e funesto drama que o Liceu de Oeiras está a viver conta-se em poucas palavras:

O Ministério da Educação decidiu - 2007 ou 2008 - promover obras de melhoramento no edifício, e avançou com um projecto de intervenção. Não foi questionada a justeza do mesmo, pois o edifício apresentava alguns aspectos de degradação interior, como humidade, e necessitava de intervenção para melhorar as condições de trabalho.

O projecto foi aprovado pela autarquia e as obras avançaram, cremos que em meados de Agosto último.


O que ninguém augurava é que a coberto dessa intervenção, que se pensava seria apenas no edifício em si mesmo, em particular e só no interior, se assistisse a uma intervenção também nos espaços exteriores, na envolvente paisagística, nomeadamente nos pátios, densamente arborizados com magníficos espécimes de árvores - amendoeiras e tílias, p.ex. -, também elas sem dúvida, além do edifício, património, pois estavam perfeitamente integradas na paisagem envolvente do edifício, sendo que muitas, não duvidamos, pelo seu porte seriam da data de construção do Liceu - 57 anos, recordemos. Ora acontece que diversas destas espécies foram abatidas, arrancadas, e outras têm o mesmo destino prometido. Fala-se em números que rondam os 130 exemplares de árvores arrancadas!!


Que os espaços exteriores pudessem ser alvo de alguns melhoramentos, aceita-se e compreende-se.

O que consideramos um verdadeiro acto de terrorismo é o corte daqueles belos e enormes exemplares de espécimes arbóreos, cada vez mais raros na nossa paisagem. Árvores perfeitamente integradas nos espaços a que pertenciam, e que proporcionavam abrigo nas suas copas a centenas de avezinhas que as procuravam, quer para construir ninhos, quer para se alimentarem de insectos, assim como abrigavam as pessoas da chuva, que as procuravam em chuvosos dias de Inverno, ou do sol inclemente nos dias quentes de Verão.


Ficam aqui algumas fotografias do Pátio da Amendoeira, antes e depois do atentado, onde se pode apreciar a profusão e diversidade de espécimes que existiam e desapareceram:



Mais fotografias podem ser vistas no Flickr:


- Fotografias do Liceu ANTES das obras, em várias datas: http://www.flickr.com/photos/42019201@N05/sets/72157622459745684/


- Fotografias do Liceu AGORA, após início das obras: http://www.flickr.com/photos/42019201@N05/sets/72157622336707297/


nota 1: Está a correr um abaixo-assinado (papel) sobre este tema.


nota 2: O programa "Nós por Cá" da SIC esteve na ESSS, após lhe ter sido feita uma denúncia, e aguarda-se que a reportagem seja exibida.


nota 3: Foi igualmente efectuado um contacto com a Quercus, aguardando-se desta uma resposta.


Sobre a história interessantíssima do vetusto Liceu Nacional de Oeiras, clique aqui.


Aceda também à Associação de Antigos Alunos e Amigos do Liceu Nacional de Oeiras / Escola Secundária Sebastião e Silva, aqui. Se lhe agradar e for do seu interesse, convidamo-lo a registar-se no site.


Não fiquemos indiferentes aos desmandos desta corja de tecnocratas despudorados e sem rumo que destroem o nosso património natural !!


quinta-feira, agosto 21, 2008

lugar aos poetas

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recebido via email com pedido de publicação:


As Torres do Isaltino Morais

O Isaltino Morais que é tio,
Quer lotear a fundição de Oeiras.
No lugar do picadeiro do rio,
Um estacionamento cheio de poeiras.

No lugar do Beer Hunter que tem brio,
O acesso a uma rotunda sem beiras.
No lugar da fundição que serviu,
Doze torres em betão sem eiras.

E se foi para isso que os moradores,
Da Medrosa votaram no Isaltino,
Oh, poderoso autarca, que dás dores,

Livra-nos de ti, usa o tino,

Deixa a Medrosa aos eleitores,
Que votámos num qualquer cretino!

Carlos Santos Bueno
20/08/2008


n.b.: O autor é um poeta oeirense, com 2 livros de poesia publicados: "As Margens Vermelhas" (Minerva) e "Os Jardins do Éden" (ed. autor).
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quinta-feira, abril 17, 2008

O Legado Islâmico em Portugal

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Dentro do programa de Iniciativas 2008 da ESPAÇO e MEMÓRIA vai ter início o Curso:



1.º Módulo
Direcção - Abdallah Khawli

Auditório César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras

10 de Maio, 9:45h - 12:45h
Urbanismo e Arquitectura (1)

16 de Maio, 18h - 20h
O Gharb al-Andalus - Sécs. VIII - XIII (1)

17 de Maio, 9:45h - 12:45h
O Gharb al-Andalus - Sécs. VIII - XIII (2)

24 de Maio, 9:45h - 12:45h
O Islão - Origens, Formação e Expansão

30 de Maio, 18h - 20h
Urbanismo e Arquitectura (2)

07 de Junho, 9:45h - 12:45h
Urbanismo e Arquitectura (3)

VISITAS:

31 de Maio, 08h - 20h
SILVES: castelo, alcácova e museu / Arrifana: Ribat
Abdallah Khawli

07 de Junho, 13:30h - 16h
Almoço de Curso
[ Local e condições a definir ]

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra: 21 441 64 61
Espaço e Memória - www.espacoememoria.org: 91 260 87 20 /91 998 78 08
CURSO: Sócios e estudantes € 35 / Público € 70
Inclui material de apoio

Visita a Silves e Arrifana (transporte assegurado para as trinta primeiras inscrições; almoço livre)
Mínímo de inscrições: 30 / máximo: 60
APOIOS: Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra e Câmara Municipal de Oeiras

2.º Módulo
Direcção - Abdallah Khawli / Participação - Joaquim Boiça

13 de Setembro, 9:45h - 12:45h
A Sociedade Islâmica do Gharb al-Andalus

20 de Setembro, 9:45h - 12:45h
Cultura Material e Imaterial (1)

27 de de Setembro, 9:45h - 12:45h
Cultura Material e Imaterial (2)

04 de Outubro, 9:45h - 12:45h
O Islão no Mundo Actual

11 de Outubro, 9:45h - 12:45h
O Legado Português em Marrocos

18 de Outubro, 9:30h - 18h
Ciclo de Conferências
[ Programa a divulgar oportunamente ]


VISITAS:

24 de Maio, 15h - 18h
LISBOA: Bairro Islâmico do Castelo de S. Jorge / Mesquita de Lisboa
Maria Ramalho / Abdallah Khawli; Abdul Karim Vakil / David Munir

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra: 21 441 64 61
Espaço e Memória - www.espacoememoria.org: 91 260 87 20 / 91 998 78 08
CURSO / Visitas / Ciclo de Conferências: Sócios e estudantes € 35 / Público € 70
Mínímo de inscrições: 30 / máximo: 60

Marrocos - Circuito Histórico
Abdallah Khawli / Joaquim Boiça

20 Outubro
Lisboa / Tanger


21 Outubro
Alcacer Ceguer / Arzila / Rabat


22 Outubro
Casablanca / Azamor / Mazagão


23 Outubro
Rabat / Volubilis / Fez


24 Outubro
Fez

25 Outubro
Chouen - Tétouan

26 Outubro
Ceuta / Lisboa

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra: 21 441 64 61
Espaço e Memória - www.espacoememoria.org: 91 260 87 20 / 91 998 78 08
INSCRIÇÃO: Máximo: 50 pessoas / Pré-inscrição: 15 Maio - 30 Julho

CONDIÇÕES E PAGAMENTO: a anunciar oportunamente
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segunda-feira, janeiro 22, 2007

reminiscências

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Existem reminiscências de tempos antigos (não muito...), com as quais nos vamos cruzando por aí, no concelho de Oeiras, e que nos transportam a um tempo em que havia menos casas, poucos prédios, diversas quintas, e muitas das ruas de hoje ainda eram estradas, caminhos ou azinhagas (...)
Ver mais AQUI

imagem: ©2007 comunicação visual/josé antónio CLIQUE PARA AMPLIAR
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terça-feira, outubro 17, 2006

ROTA DOS FORTES


relato dum marinheiro de água doce...

No dia 8 de Outubro tive o privilégio de embarcar no Anaprune, magnífico veleiro de 10,5 m., a fim de participar no passeio temático Rota dos Fortes, da responsabilidade da Confiquatro.

Esta empresa está vocacionada para as actividades náuticas ligadas à vela - organiza passeios e cursos, entre outras - e encontra-se sediada no concelho de Oeiras.
Apresenta ela um vasto conjunto de programas de passeios temáticos, dos quais destaco, por estar relacionado com o concelho de Oeiras e a sua história, a citada Rota dos Fortes.

A viagem teve início na Doca de Sto. Amaro, da qual zarpámos para um maravilhoso périplo Tejo abaixo, próximo da margem, com o objectvo de observar, dum ponto de vista invulgar para o comum cidadão, as diversas fortificações que se estendem ao longo da linha de defesa marítima do acesso fluvial a Lisboa.

Assim pudemos contemplar, entre outras edificações de relevo: o Forte de S. Bruno, em Caxias; o Forte da Giribita, em Paço de Arcos; o Forte de São João das Maias, em Sto. Amaro de Oeiras; o Forte do Areeiro, o Forte de N. Sra. das Mercês do Catalazete e a Feitoria Militar, entre Sto. Amaro de Oeiras e a Praia da Torre, e o Forte de São Julião da Barra, na Praia da Torre.

No regresso fizemos uma passagem próxima para apreciar a beleza fascinante e incontornável do Forte e Farol do Bugio.
Navegámos para montante junto à margem Sul, tendo oportunidade de apreciar também o Forte da Trafaria, e por aí acima.

À medida que iamos avançando, o nosso skipper, Pedro Gomes, coadjuvado pela professora Isaura Oliveira, dava-nos explicações e esclarecimentos sobre cada um dos fortes. Assim como sobre os faróis que avistávamos e os alinhamentos para uma navegação segura na perigosa barra do Tejo.

Foi uma tarde maravilhosa, inesquecível e muito pedagógica, que nos deu uma perspectiva incomum e invulgar dos fortes. A perspectiva, descontando as alterações introduzidas pelo tempo e pelo homem, que os nossos antepassados marinheiros teriam das caravelas quando, em demanda do mar oceano, desciam o Tejo para se fazerem ao desconhecido.
Foi uma tarde diferente, que valeu bem a pena.

A reportagem deste passeio, feita pelo jornalista Bernardo Aguiar e pela fotógrafa Raquel Wise, que nos acompanharam na mesma, foi publicada no suplemento essencial n.º 5 do jormal O Sol da edição de 14 a 20 de Outubro de 2006.

Informações: 213 627 984/5
Url: www.confiquatro.pt





CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

terça-feira, julho 25, 2006

DOÇARIA TRADICIONAL OEIRENSE


Realizou-se ontem, na esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras, na R. 7 de Junho de 1759, na vila de Oeiras, tal como estava previsto, a primeira conferência do ciclo de conferências "Diálogos em Noites de Verão", promovida pela novel Associação Cultural de Oeiras ESPAÇO E MEMÓRIA.

Conduzidas pela cativante voz e pelo saber profundo do Dr. JORGE MIRANDA, num tom informal, uma esplanada a abarrotar de pessoas interessadas viajou ao longo da História da DOÇARIA TRADICIONAL OEIRENSE.
Conhecemos as raízes da doçaria no Concelho. Ficámos sabedores de alguns dos afamados doces que aqui se produziam no passado, a maioria, senão todos, comercialmente: PALITOS de OEIRAS, BISCOITOS de OEIRAS, LAÇOS (Oeiras), BOLACHAS finas (Oeiras), BOLOS de AMÊNDOA (Oeiras), SUSPIROS (Paço de Arcos), AIS (Paço de Arcos), CASSETES (Paço de Arcos), MIMOSOS (Paço de Arcos), BISCOITOS (Algés), BOLACHAS (Algés), FOGAÇAS (Leceia e Leião) e o FAMOSÍSSIMO PÃO-DE-LÓ de LINDA-A-VELHA, cuja receita, infelizmente, se perdeu na tenebrosa e impiedosa noite dos tempos.
Ficámos também a conhecer algumas das, poucas, sobreviventes receitas desta fantástica, fascinante e diversificada doçaria.
Infelizmente, como ficámos também a saber, todo este património está hoje reduzido à quase total extinção, senão mesmo total, nomeadamente comercial, na medida em que já não existem fábricas que o produzam, além de terem desaparecido a maioria das receitas.

Podemos dizer com agrado que foi uma das mais "doces" e "saborosas" conferências a que nos foi dado assistir nos últimos tempos!

nota: A Casa das Queijadas de Oeiras, que serve de excelente e aprazível palco a estas conferências, está apostada em inovar neste universo da doçaria. Para isso, deu início a um projecto interessante e lançou as Queijadas de Oeiras que, não sendo tradicionais, talvez um dia o venham a ser. Quem sabe? Oxalá assim aconteça. O Concelho só tem a ganhar!!


A próxima conferência, dia 31 de Julho, pelas 21:30 e no mesmo local, está subordinada ao título "Os Romanos Já Morreram?" e será proferida por José d' Encarnação. Convidamo-lo a assistir a ela. O tema promete, sem dúvida.
Recordo também que, para o dia 29 de Julho, sábado, está já programada uma visita guiada ao "Centro Histórico de Oeiras", conduzida pelo Dr. Jorge Miranda. A concentração tem lugar às 09:30, na esplanada referenciada para as conferências.

Informações e Inscrições: Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, tel. 21 441 64 64.

Imagem: Um aspecto da conferência de hoje © cv comunicação visual 2006

domingo, novembro 13, 2005

Oeiras evoca os 250 anos do Grande Terramoto


Já está online o site oficial, no qual podem ser obtidas informações variadas sobre o programa e os eventos a realizar no âmbito desta evocação. Recomenda-se uma visita a este site. Para tal, clique no título deste post.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Oeiras evoca os 250 anos do terramoto de 1755


informações: Câmara Municipal de Oeiras - DASC/DCT - Sector de Acção Cultural, tel: 21 440 85 52

domingo, setembro 04, 2005

Jornadas Europeias do Património 2005


Olá meus Caros!

Vão decorrer nos dias 17, 18 e 24 de Setembro de 2005 as "Jornadas Europeias do Património 2005".

No folheto de divulgação pode ler-se: "As Jornadas Europeias do Património são uma actividade conjunta do Conselho da Europa e da União Europeia. O seu principal objectivo é permitir, nos países participantes, o acesso gratuito a monumentos e sítios que não estão habitualmente abertos ao público (...)", e "(...) o património edificado no século XX é mais dificilmente reconhecido como um elemento a preservar e a analisar, destacámos uma peça arquitectónica existente no concelho (...)"

Dentro deste espírito as Jornadas Europeias do Património 2005 decorrerão no Estádio Nacional - Complexo Desportivo do Jamor.
A iniciativa incluirá a conferência "O Estádio Nacional — Um Paradigma da Arquitectura do Desporto e do Lazer", comissariada pela Prof. Dra. Teresa Andresen (FCUP), uma visita guiada ao local e um peddy paper.
Como o tema proposto pelo IPPAR para as Jornadas Europeias do Património 2005 é a Música, realizar-se-á ainda um concerto pelo organista Rui Paiva e a edição da brochura de divulgação da história do orgão oitocentista da Igreja Matriz de Oeiras.

mais informações: 21 440 85 29 - Câmara Municipal de Oeiras, Sector de Acção Cultural - www.cm-oeiras.pt

nota: esta mensagem é simultaneamente distribuída aos grupos 'OeirasReminiscente' em http://br.groups.yahoo.com/group/OeirasReminiscente/ e 'o Olharapo de Oeiras' (mailing list privada)

Fortes da Barra do Tejo


Olá meus Caros!

Creio já ter publicitado isto uma vez. Mas não é demais repetir, pela qualidade e valor destes eventos.

A Confiquatro, empresa vocacionada para o desporto/turismo náuticos, tem um programa muito rico e interessante de passeios no rio Tejo.

De entre eles destaco "Fortes da Barra do Tejo (Lisboa - Oeiras)", por ser aquele que para o nosso Concelho é o mais relevante.
A história de Oeiras é indissociável da história dos seus fortes. Estes foram edificados para garantir a defesa da barra do Tejo e impedir o acesso de esquadras inimigas à capital, Lisboa. Em 'bom português', "Quem quiser conquistar Lisboa têm primeiro que se haver co' a gentes d' Oeiras..."
E que experiência mais fascinante que ver os fortes do ponto de vista do 'inimigo', isto é, vê-los do mar? E, já agora, compreender 'in loco' a inexpugnabilidade dos mesmos e a quase impossibilidade de surpreender os lisboetas sem perder centenas de homens e dezenas de navios nesta autêntica muralha de pedra e fogo?

O passeio rio abaixo passa por: Torre de Belém, Forte de São Bruno de Caxias, Forte da Giribita, Forte de João das Maias e Forte de São Julião da Barra. Ao longo do percurso são também visíveis: Forte do Areeiro, Forte do Catalazete e Feitoria. Isto tudo sem esquecer a magia do Forte/Farol do Bugio.

Mais informações: www.confiquatro.pt

nota: esta mensagem é simultaneamente distribuída aos grupos 'OeirasReminiscente' em http://br.groups.yahoo.com/group/OeirasReminiscente/ e 'o Olharapo de Oeiras' (mailing list privada)

quinta-feira, novembro 25, 2004

novos links


Olá visitante.

Chamo a atenção para os dois novos LINKS deste blog.
Estão aqui mesmo ao lado e chamam-se:
"Património Histórico e Cultural de Oeiras" e "Oeiras em fotografia".

O primeiro conduz a um grupo de discussão aberta sobre Património de Oeiras.
O segundo encaminha para uma página com algumas fotografias de motivos patrimoniais interessantes localizados em Oeiras.

Até breve.

quinta-feira, outubro 28, 2004

adeus choupo que foste vítima de mentecaptos

1.

Hoje o acordar foi triste.

Eram talvez umas 09:45 quando saí do quarto e entrei no escritório.
Olhei pela janela, em parte para ver como estava o tempo, ultimamente manhoso, mas também para deixar os meus olhos passearem-se pela copa do magnífico e imponente choupo, visível a uns 5 ou 6 metros da minha varanda.

Um pormenor de imediato captou a minha atenção: um preto empoleirado num ramo, de serrote em punho, serrava furiosamente algumas grossas ramadas à sua volta.
No entorpecimento matinal, ocorreu-me ingenuamente que a Câmara, receosa de potenciais acidentes, ou avisada da iminência de algum, tivesse decidido podar algumas ramadas de natureza mais instável.

Achei bem.
Há que zelar pela segurança de pessoas e bens.
Há que acautelar, antes, para não ter depois que 'reparar o irreparável'.

Sentei-me na cadeira e concentrei-me no ecrã do computador.
Havia muito trabalho para fazer.
Muitas ilustrações para desenhar.
Assim se passou talvez uma ou duas horas.
Concentrado, como é meu hábito, desligado de tudo o que me rodeava, não assisti, felizmente, ao crime hediondo e inqualificável que estava a ser perpetrado.

Fui para ele despertado pelo grito de horror de minha esposa, que entretanto entrara no escritório:
— Destruíram o nosso choupo!
Olhei para a janela e fiquei horrorizado, completamente estarrecido.
Da frondosa e imensa copa, refúgio de centenas de pardais e outra passarada, já nada existia.

Via-se apenas a ponta serrada, partida, triste e ferida do tronco, projectando-se deste os cepos selvaticamente rachados do que antes foram grossos ramos e compridas ramadas, que sustentavam como braços de gigante aquela copa imensa que murmurava no silêncio da noite, que dançava na brisa fresca, que tantas vezes me embalara em noites de insónia.

É indescritível, é inefável, o som do murmúrio daqueles milhares de folhinhas a roçagarem umas nas outras no silêncio lunar.
Não tenho palavras para descrever o profundo, sublime, sentimento de prazer provocado por essa sinfonia, que era o ciciar das folhas acompanhado pelo pipilar cúmplice da passarada.
Quantas vezes, à noite na cama, me deliciei a ouvir esse autêntico concerto de jazz consubstanciado no swing das vibrações do ar, que vindas do choupo me entravam pelo quarto dentro e se espraiavam por cima da cama como um suave véu de seda macia, que me adormecia na convicção da transcendência.


2.

Quando saí de casa para ir almoçar, tive oportunidade de falar com algumas pessoas, sendo que a primeira foi uma engenheira florestal da Câmara Municipal de Oeiras, assim se identificou, que tinha sido alertada por um munícipe e estava a procurar averiguar de quem partira a ideia daquela barbárie.
Pouco tempo passado, disse-me, sem o garantir, que a acção parecia ter partido da própria Câmara, por razão de um qualquer projecto de acesso pedonal com rampa para deficientes, a construir naquele mesmo local.

É de louvar a preocupação com a melhoria das acessibilidades, mas quem conhece o local não acredita de modo algum na impossibilidade de desenhar uma solução capaz de poupar a vida a tal árvore, cujas características a tornavam indubitavelmente Património Natural do Concelho.

Uma outra senhora com que falei referiu-me que morava ali há cerca de 30 anos e lembrava-se de sempre ter visto ali a árvore.
Um senhor disse-me da dificuldade de uma mãe ou avô, não recordo bem, que passava, explicar à criancinha com quem ia e que a questionara, o que estava a acontecer e porque razão aqueles homens estavam a fazer aquilo à árvore.
Mais duas ou três pessoas com quem também falei mostraram-se escandalizadas com o acontecido.
O léxico utilizado pelas pessoas contemplava, em regra: crime, barbaridade, selvajaria, hediondo, etc.
O sentimento geral dos munícipes pareceu-me de revolta e indignação.

Para dar uma ideia da dimensão da citada árvore refiro que moro num 2.º andar e a minha varanda ficava abaixo do meio da copa.
Tanto quanto recordo, e tenho ainda documentado com 2 fotografias, a árvore atingia no seu ponto mais alto quase o 5.º andar do meu prédio.
Refiro ainda que o ponto de implantação da árvore não era ao nível do prédio, mas mais abaixo, cerca de uns 2,5 m., pois daquele lado existe um pequeno talude.
Isto tudo somado dava ao choupo uma altura estimada de cerca de 15 a 20 m.


3.

Onde estava um choupo, que nos dava qualidade de vida, agora vamos ter ferro e cimento...

Onde estava um choupo cuja copa nos dava privacidade, agora temos as janelas dos vizinhos...

Onde estava um choupo que era uma barreira natural contra o vento agora vamos ter a ventania...

Onde estava um choupo que era um 'planeta' carregado de vida vegetal e animal, numa miríade de microorganismos e de pequenos seres vivos que nele tinham o seu habitat, o seu ecossistema, ou parte dele, e que com a árvore interagiam num processo vital de simbioses e cadeias alimentares multifacetadas e riquíssimas, agora vamos ter...


4.

Enquanto escrevo isto, sentado frente ao computador, no mesmo sítio de sempre, olho para a direita através da janela e sinto um aperto na garganta. Há algo que me estrangula e falta-me o ar!

sexta-feira, outubro 01, 2004

PATRIMÓNIO - curso livre em Oeiras


A Câmara Municipal de Oeiras organiza o curso livre:

PATRIMÓNIO(S), Do Global ao Local

onde - Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, Urb. do Moinho das Antas.
quando - 7 de Outubro a 4 de Dezembro.

mais informações - CM Oeiras, DASC/DCT/Sector de Acção Cultural, Tel. 21 440 85 52/87, Fax. 21 440 48 33, e-mail: susana.pereira@cm-oeiras.pt

sábado, setembro 11, 2004

Força Perpétua!


Quando pensamos em património, ocorrem-nos imagens de museus húmidos e fedorentos, habitados por almas penadas; de velhos edifícios, às vezes a cairem de podres; de ruínas de tempos antigos; de igrejas soturnas; de palácios solitários; de fortes cinzentões; de castelos tristonhos; de estações arqueológicas... em suma, de pedras, calhaus e coisas que tais.
Esquecemos sempre o PATRIMÓNIO HUMANO, as pessoas! O que seria daquele património feito de matéria inanimada se não existissem as pessoas?

Reside em Oeiras, tem 39 anos, chama-se Perpétua Vaza, é atleta paralímpica na modalidade de natação, e vai representar Portugal em Atenas, Grécia. Sim, essa Grécia com a qual temos umas contas a ajustar...
Vai representar Portugal, mas também Oeiras, pois é uma atleta cá do nosso burgo.
Pessoas assim também são Património. Colocam a nossa terra no mapa. Em muitos mapas. Por isso, merecem todo o nosso apoio e carinho.
Para a Perpétua, o nosso apoio na sua luta e os nossos votos de uma grande vitória. Vitória que já começou, no facto de lá estar presente.

FORÇA PERPÉTUA!